A Quarta Revolução Industrial vem promovendo relevante impacto nas operações da Sabó – multinacional de matriz brasileira, fabricante de retentores, juntas e sistemas de vedação para as indústrias automotiva com seus veículos leves e pesados, duas rodas, além de atender a linha agrícola e branca, de utilidades domésticas. A empresa, com fábricas locais instaladas no Estado de São Paulo, veio evoluindo suas abordagens de competitividade e rentabilidade nos negócios em trajetória sinérgica à maturação das estratégicas de gestão enxuta. Já são dezessete anos vivendo ciclos evolutivos de instalação de estratégicas Lean, enquanto evoluindo , também, na oferta de alta tecnologia em produtos e processos, com atenção especial à experiência de uso dos aplicadores de seus produtos, nas linhas de montagem e nas oficinas especializadas, além da experiência de uso de seus colaboradores no convívio com as soluções tecnológicas avançadas, na formatação dos padrões de trabalho: a cada instalação, um aprendizado novo, uma revisão e evolução no padrão.
A oferta de produtos da mais elevada qualidade e de maior valor agregado, com redução nos ciclos de desenvolvimento e de tempo ao mercado é a consequência mais direta da aplicação de um conjunto de ferramentas de digitalização e gestão ágil, florescendo em meio à rotinas que incluem participação em ecossistemas de inovação com start-ups, e posicionamento como test-bed para alternativas disruptivas tais como algoritmos para análise em tempo real da resposta a alguns de seus processos, inspeção avançada, manufatura a laser, manufatura aditiva, abordagens avançadas sobre a eficiência energética, dinâmicas especiais de análise da rentabilidade do portfólio, comissionamento virtual, robôs colaborativos, e uma série de abordagens que convergem em busca do supply-chain autônomo. A Agilidade é o grande alvo na opção por introdução das ferramentas citadas, cada uma escolhida com base no bom domínio qualitativo dos fluxos de valor específicos na cadeia desta fabricante.
Neste artigo vamos explorar a trajetória que trilhou a Sabó, enquanto cruzando fronteiras de inovação no gerenciamento de dados, de processos e de seu portfólio de produtos, quando já madura, multinacional e aos 70 anos de existência, percebeu-se com as operações brasileiras defasadas tecnologicamente e pouco aproveitando ciclos de instalação de métodos e ferramentas de gestão: faltava um norte verdadeiro e um road map. Havia uma carência básica a vencer – modernizar em um ambiente em que o retorno do investimento se fazia mais lento, na competição com outras unidades do grupo. Na evolução do texto, será destacado que as unidades brasileiras absorveram com intensidade adequada conceitos de retorno do capital empregado e, no gemba (local onde o valor é gerado) aceleraram estratégias que estimulam consenso e validam alternativas para maximizar e antecipar o sucesso. Concluiremos com o entendimento da importância de posicionamento da empresa como usuária e habilitadora de tecnologia 4.0, não como exploradora de alternativas e/ou ofertante de soluções, alinhando suas escolhas com o seu negócio e a evolução dos mercados em que atua. Esta clara percepção tem sido chave para oferta das melhores soluções aos clientes da Sabó, garantindo sustentabilidade dos negócios e respeito às pessoas, evoluindo na instalação que direciona seu plano para transformar a operação brasileira.